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O cérebro humano é incrivelmente maleável e tem a espantosa habilidade de se adaptar diante de desafios. Esse conhecimento torna a combinação de neuroplasticidade e aprendizagem numa grande área a ser explorada, mas já garante algumas explicações de como o processo funciona.

Há pouco tempo, o cérebro humano era visto como um órgão desenhado no momento do nascimento e que não poderia jamais se modificar, restando a ele apenas crescer como outros órgão do corpo.

Mas muito pelo contrário, mesmo durante a velhice o cérebro continua se adaptando ativamente ao ambiente. Por uma série de estímulos sensoriais e bioquímicos esse fenômeno promove seu crescimento a cada novo aprendizado.

A ideia de que somos arquitetos do nosso próprio cérebro nunca foi tão evidente.

Definitivamente nossa inteligência não é fixa e marcada em nosso nascimento, por isso é preciso o entendimento de como funciona o processo de plasticidade cerebral para a evolução humana, o que recai sobre o desenvolvimento pessoal de qualquer pessoa.

Como foi esse fenômeno que garantiu aos nossos ancestrais a superação de desafios e ganho de inteligência para evoluir até aqui, será pelo funcionamento desse mesmo mecanismo evolutivo que progrediremos daqui em diante.

O Que é Neuroplasticidade?

Neuroplasticidade é a propriedade do cérebro se modelar, adaptar ou auto-organizar suas conexões neurais em reflexo a novas experiências. Também conhecida como plasticidade cerebral, o fenômeno é descrito pela capacidade do cérebro se modificar para se adaptar a lesões.

Nosso cérebro contem mais de 86 bilhões de neurônios na fase adulta. Eles são geradas por um processo chamado de neurogênese, provenientes de células-tronco e progenitores neurais para compor nosso sistema nervoso, sobretudo na região cerebral.

Antes se acreditava que a neurogenia ocorria apenas durante a formação do cérebro, mas é um processo contínuo e responsável por expandir nossas redes neurais. Evento integrante sobretudo da neuroplasticidade no aprendizado.

neuroplasticidade e aprendizadoA criação de novos neurônios não é simples, muitos deles morrem antes de amadurecer ou terem qualquer função cerebral. Elas não são iguais e tão pouco tem as mesmas funções.

Estima-se que existam mais de 10.000 tipos diferentes de neurônios no cérebro, com especificidades ainda desconhecidas.

O que se sabe é que, quando esses neurônios sobreviventes amadurecem em regiões específicas do cérebro, ao receberem sinais neuroquímicos em reflexo de novas experiências, eles passam a ter papel em nossa rede neuronal.

As redes neuronais são terminações nervosas que acessam capilarmente regiões do cérebro responsáveis pelo aprendizado, memórias e inúmeras outras funções cognitivas. Essas redes podem se expandir e sobretudo se adaptar para suprir nossas necessidades de sobrevivência.

O fenômeno da neuroplasticidade e aprendizagem explica muito sobre nossos comportamentos primitivos e também sobre nosso potencial de se adaptar. Algo que vemos comumente em pessoas acidentadas com lesões no cérebro quando recobraram seus movimentos em fisioterapia por exemplo.

Como Acontece o Processo da Neuroplasticidade e Aprendizagem

Os inúmeros caminhos do cérebro são realmente comparáveis a uma rede, pois existem ligações entre eles, tarefa realizada pelas sinapses – terminações nervosas que disparam impulsos elétricos para estimular outras conexões dessa rede.

O que isso significa para a neuroplasticidade e aprendizagem?

Bem, caso você repetidas vezes requisitar suas habilidades de pedalar, mais habilidoso ciclista você se tornará. O mesmo quando fizer um bolo ou jogar sinuca, e o mesmo acontece para qualquer aprendizado obviamente.

O processo de plasticidade cerebral acontece envolvendo o sistema mesolímbico, o que não se passa do sistema de recompensas do nosso cérebro, utilizando hormônios e nossos receptores cerebrais.

“O caminho da recompensa está intimamente ligado às nossas áreas de julgamento e emoção. O julgamento se torna distinto e o cérebro começa a tratar a substância como necessária para a sobrevivência.” David Smith, coautor do livro Liberte Seu Cérebro.

Essa recompensa ocorre nos caminhos neuronais que mais se aproximaram do resultado pretendido no sistema de aprendizagem cerebral e funciona assim:

  1. Existe um objetivo para seu cérebro realizar processos cognitivos.
  2. No processo ele reconhece caminhos para tal objetivo.
  3. Decisões conscientes são tomadas para registrar esses caminhos.
  4. Quando o propósito é atingido, os receptores cerebrais recebem recompensa de dopamina.
  5. Os caminhos neuronais recompensados se fortalecem e expandem com o novo aprendizado.
  6. Sempre que aquele conhecimento for necessário, a mesma rede neuronal será acessada.
  7. Quanto mais acessada, mais forte, ágil e precisa ela será.
  8. Qualquer novo conhecimento dessa rede, a faz se redesenha e expandir.

Esse processo é o que nos faz vencer medos e ganhar coragem. Podemos dizer que os medos são caminhos neuronais pouco percorridos sobre determinado aprendizado. Enquanto os hábitos não se passam de caminhos neuronais bem transitados. Coisas que achamos fáceis de realizar.

Os Exercícios de Experimentos Com Plasticidade Cerebral

A plasticidade neuronal para qualquer aprendizado também envolve seu enfraquecimento com o tempo, pois caminhos pouco percorridos pelos impulsos elétricos transitando nas fendas sinápticas se desestabilizam.

“A religação neural exige estabelecer novas metas e praticar a busca saudável da recompensa, enquanto o cérebro está criando novos caminhos”. David Smith

O maior ensinamento sobre neuroplasticidade e aprendizagem certamente está na prática e intensidade sobre qualquer ensinamento, que serve para qualquer atividade sendo exercitada. Por isso quanto mais você estuda, mais o conhecimento será memorável, e quanto maior seu foco, mais intenso será o processo de aprendizado.

Mas uma coisa é certa, caso você não aprenda novidades sobre um conhecimento, não engajará seu cérebro a neuroplasticidade e aprendizado de qualquer coisa.

“Quando os exames são controlados, os bilíngues que sofrem com a doença de Alzheimer a manifestam cerca de 4,5 anos mais tarde do que os monolíngues.” Dr. Thomas Bak – Universidade de Edinburgh

O processo de neuroplasticidade durante o aprendizado também envolve as emoções e suas sensações, elas são responsáveis pelos estímulos bioquímicos que fortalecerão caminhos neuronais sendo criados. Algo que ocorre pouco antes ou logo após o conhecimento aprendido, seja por forte desejo ou forte realização de ter aprendizado algo novo.

Alguns exercícios foram feitos sobre a neuroplasticidade com o aprendizado, eles podem fazer você ficar de boca aberta e pular do chão agora.

O Experimento da Neuroplasticidade no Aprendizado de Piano

Nesse exercício de neuroplasticidade analisado, foram divididos 2 grupos. O objetivo era simplesmente colocá-los a tocar piano por certo período e examinar o córtex pré-motor.

A averiguação dessa região cerebral por imagem aponta a plasticidade cerebral, principalmente sobre a aquisição de habilidades motoras sendo desenvolvidas pelo exercício.

  • Grupo A – Praticaram exercícios de piano por 2 horas diariamente por 1 semana. A região do córtex motor responsável pela movimentação dos dedos se expandiu.
  • Grupo B – Apenas imaginaram mentalmente praticar os exercícios de piano com as mãos fechadas. A região do córtex motor responsável pelos movimentos dos dedos também se expandiu.

Hipótese Levantada:

“O treino mental tem o poder de mudar a estrutura física do cérebro” Alvaro Pascual-Leone – Professor de Neurologia da Harvard Medical School.

 

O Experimento da Neuroplasticidade Entre Monges Budistas vs Estudantes

Para esse teste, também foram separados 2 grupos de pessoas diferentes para fazerem determinado exercício, o primeiro composto por monges e outro por estudantes. A tarefa era simples, eles deveriam realizar uma meditação e emanar sentimentos de compaixão em suas mentes.

Essa atividade era monitorada para averiguar padrões do cérebro correspondentes as emoções negativas e positivas. Considerando que o córtex pré-frontal esquerdo é associado com a positividade, enquanto o córtex pré-frontal direito é associado com emoções negativas.

  • Os Monges Budistas – Praticaram a meditação e a atividade do córtex pré-frontal esquerdo foi capaz de inundar as atividades do córtex pré-frontal direito.
  • O Estudantes – Não houve nenhuma diferença entre o córtex pré-frontal esquerdo e direito.

Hipótese Levantada:

“Emoções, estados de humor e formas de pensamentos são habilidades mentais e podem ser treinadas” Dr. Richard J. Davidson – Universidade de Wisconsin- Madison.

 

Os Avanços da Neuroplasticidade Cerebral na Neurociência

Nenhuma dessas descobertas seria possível sem a tecnologia que temos hoje e sabemos que são das hipóteses que surgem os questionamentos científicos, inclusive na neurociência. Área em ascensão nesse século e que já avança a passos largos.

Inúmeros outros experimentos sobre a neuroplasticidade e aprendizagem já haviam sido feitos na neurociência a algum tempo, e por eles já sabemos que:

  • Testes feitos em motorista de táxi de Londres apontam que eles tem um hipocampo maior, por armazenarem um mapa mental detalhado da cidade.
  • Os músicos normalmente têm 130% mais de matéria no córtex auditivo.
  • A densidade de matéria cinzenta no córtex parietal inferior esquerdo é maior em indivíduos bilíngues.
  • A região do hipocampo no cérebro de aves que armazenam alimento no inverso é maior do que em outras estações do ano.

O cérebro é como um músculo que se fortalece com exercícios. Um dia, poderemos criar sistemas educacionais que cabem perfeitamente bem com a adaptabilidade do cérebro aprender. Para se somar as técnicas de aprendizado mais eficientes que já são conhecidas.

neuroplasticidade e aprendizadoEnquanto isso, já temos conhecimentos suficientes para colocar esses conceitos em prática, e certamente seremos referencia para avanços da posterioridade.

A neuroplasticidade e aprendizagem junto a neurogênese coexistem e suportam uma a outra.

Práticas de desenvolvimento pessoal encorajam a neurogênese, pois tudo se trata de buscar novos caminhos de superação para nossa sobrevivência, que quando aprendidas em nossa mente, nos premiam com a neuroplasticidade.

As atividades como meditação, treinamento da percepção, foco, memorização, mapas mentais e tantas outras são ferramentas que podem nos tornar inteligentes. E como os estudos da neurociência sugerem, até mesmo imaginar um treino pode nos manter treinados, algo que a auto-hipnose ou mesmo a lei da atração fazem por seus praticantes.

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