O cérebro humano é um órgão complexo e com alguns tipos de memória fundamentais para o funcionamento do nosso mecanismo de adquirir, reter e lembrar-se de qualquer coisa.

Mas porque algumas memórias se mantém mais tempo do que outras? E porque algumas precisamos de mais esforço para serem lembradas, enquanto outras memórias surgem quase automaticamente?

Todos esses questionamentos têm uma explicação que a neurociência busca desenvolver, mas muito do que conhecemos sobre nossos tipos de memória, deram-se pela busca de entendimento sobre porque ela as vezes falha ou decai com o tempo.

Nesse artigo vamos mostrar as formas de memória conhecidas e o que existe por detrás delas. Saberemos também como elas agem, e claro, traremos alguns exemplos para ficar tudo mais claro.

 

Os Nossos Três Tipos De Memória e Como Funcionam

O nosso cérebro é como uma central de relacionamentos de uma grande empresa. Gostou dessa analogia?

Ela é valida pois, é dentro do nosso cérebro que recebemos sinais de todos os nossos órgãos, estímulos sensoriais e informacionais sobre todo o ambiente em que estamos. Afinal, o cérebro é o principal órgão do nosso sistema nervoso central.

É por esses estímulos e interpretações que nos resguardamos de ameaças ou nos abrimos para oportunidades, mas claro, somente após uma análise sobre elas. O que fica evidente que nosso cérebro trabalha ininterruptamente, em todas as circunstancias internas e externas à nossa mente.

Todo esse mecanismo de inteligência humana depende muito da nossa memória, pois é nela que estão nossas referências sobre o mundo. Todas elas são descritas por nossas próprias experiências, que são armazenadas ao longo da vida.

Isso significa que recebemos informações de estímulos, depois os analisamos e aí sim, por fim temos uma interpretação completa sobre o que está acontecendo em nossa volta.

Esse processo cognitivo é feito por 3 tripos de memória que se distinguem entre si, mas que funcionam em conjunto, vejamos elas.

 

Memória Sensorial

tipos de memória humana sensorialÉ através dessa memória super ágil e instantânea que recebemos os estímulos e primeiras impressões sobre tudo. Ela armazena as informações dos nossos cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato, depois o guarda com grande precisão.

Essas informações não precisam de decisões conscientes para serem trabalhadas nessa memória, eles podem ser até descartadas automaticamente, a não ser que nunca tenham sido conhecidas antes. Quer dizer, contanto que nunca as tenhamos experimentado antes.

A memória sensorial é um tipo de memória muito inteligente e funciona como um filtro para que não desperdicemos recursos do cérebro com coisas inúteis. Ela se degrada rapidamente também, armazenando um estímulo sensorial entre 200 a 500 milissegundos apenas.

George Sperling, um americano pesquisador da psicologia cognitiva, fez uma experiência no início dos anos 60 que envolvia um painel de letras piscando e alternando em 50 milissegundos de tempo. Esse estudo sugeriu que o limite de quantidade armazenada na memória sensorial é de aproximadamente 12 itens.

Esse tipo de memória faz parte do nosso sistema de percepção para reconhecer padrões e determinará se aquela informação será digna de ser armazenada em nossa memória de curto prazo – processo que vou explicar daqui a pouco.

Um exemplo de memória sensorial é quando olhamos algo e de imediato interpretamos o que ele significa. É o que acontece quando olhamos um semáforo no vermelho e o estímulo visual rapidamente nos alerta. Como o sinal é conhecido, sua memória icônica (memória visual) descarta a informação visual e seu cérebro apenas começa a diminuir e brecar o carro.

Mas caso o sinal seja azul, algo provavelmente pouco visto por você em um semáforo, a memória sensorial age diferente. Existe um processo cognitivo de atenção (concentração isolada sobre o objeto alvo do estímulo) o que lhe obrigará a processar a informação em sua memória de curto prazo.

 

Memória de Curto Prazo

memória de curto prazoEntre os nossos tipos de memória mais conhecidos esta a memória de curto prazo, também conhecida como memória de trabalho. É ela que você está utilizando agora durante essa leitura, e provavelmente seus processos cognitivos estão trabalhando com ela para que você tenha a interpretação do que você está lendo aqui.

Isso ocorre utilizando processos do córtex pré frontal, na frente do cérebro. Esse tipo de memória serve como um armazenamento temporário de informações que estão sendo manipuladas antes que você tenha um conhecimento completo sobre algo, para que depois possa ser decidido se será uma memória armazenada ou não.

É como pegar cada palavra desse texto aqui, por exemplo, e enquanto você lê a próxima sentença, sua memória de curto prazo armazena os significados e depois os vincula com a próxima palavra em sequencia, até que você tenha a frase final interpretada em seu cérebro. Depois cada uma delas é apagado da sua memória de trabalho.

A memória de curto prazo, no entanto, tem capacidade de armazenar até 7 itens por vez por um período de 10 a 15 segundos. Essa é a mecânica do raciocínio e serve para fazermos cálculos matemáticos de cabeça, ou mesmo com os dedos, ao examinar se podemos atravessar a rua conforme a distância e velocidade de um veículo ou as palavras que estamos traduzindo para outro idioma.

Entende porque ela é chamada de memória de trabalho agora?

O córtex pré frontal controla dois circuitos neurais, um deles é perto do córtex visual aonde armazena um bloco de informações visuais e faz o mesmo para o nosso circuito fonológico, por isso as vezes temos uma “voz interior” enquanto raciocinamos sobre algo que estamos trabalhando em mente.

Incrível não? Seria essa então a nossa voz interior?

O sentido desse tipo de memória existir já ficou evidente, mas é também muito importante para nossas memórias se consolidarem.

Dependendo da forma como trabalhamos a memória de curto prazo, elas podem gerar conhecimentos que serão lembrados eternamente, e esse é o papel da memória de longo prazo que veremos agora.

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Memória de Longo Prazo

Pelo nome já se compreende do que estamos falando aqui, é da nossa memória permanente e durável de fato.

A memória de longo prazo é aquela de onde retiramos as lembranças de tudo e para tudo o que fazemos. Ela tem capacidade imensurável e por isso é dita como uma memória infinita, mas pode se enfraquecer no passar do tempo quando não acessamos algumas lembranças contidas nela com alguma frequência.

Mas não pense que as memórias somem, elas apenas se tornaram mais difíceis de serem acessadas. Vou explicar porque isso ocorre.

Nosso cérebro é composto de inúmeros neurônios, eles se comunicando em uma rede através de impulsos elétricos passando por terminais chamados sinapses. Através do uso desses caminhos neurais, proteínas são produzidas no corpo dos neurônios para que aconteça uma “ignição” em nossos neurotransmissores.

Caso essas redes neurais específicas sobre uma memória sejam muito transitados, essas proteínas estarão sempre em dia, permitindo sempre uma comunicação eficaz. Caso seja uma rede pouco acessada, o trajeto que acessará determinada memória será mais difícil de ser percorrida.

As nossas memórias de longo prazo existem pelo processo cognitivo feito em nossa memória de trabalho que explicamos anteriormente. Isso acontece pelas novas associações feitas em nossa memória de curto prazo, que geram um novo significado às informações. Dessa forma, um conhecimento novo entra em nossa memória e expande toda a nossa rede neuronal.

Portanto, tudo o que está em nossa memória esta entrelaçado. Quanto mais trabalhamos um conhecimento, seja o utilizando ou o aprimorando, mais essa rede se expande. E claro, toda a rede neuronal fica mais acessível para nos lembrarmos depois.

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Conclusão

Aos longos dos anos, vários estudos da neurociência foram feitos com esses tipos de memória e descobertas incríveis foram obtidas. Hoje existem métodos igualmente científicos para conseguirmos consagrar memórias de longo prazo mais eficientemente.

Todas elas partem do princípio de como manipulamos informações em nossa memória de curto prazo e o potencial que as memórias sensoriais têm quando damos novos sentidos a elas.

A atenção, concentração e foco também tem um papel significativo nos contornos que podemos dar sobre os objetos alvos de nossa memorização, algo que pode ser feito racionalmente, por nossa própria motivação consciente.

Você é aquela pessoa que não acredita ser possível manipular a forma como lidamos com nossa memória para torná-la melhor?

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tipos de memória humanaDepois de ter conhecido esses três tipos de memória que expliquei aqui e utilizar a técnica que apresento no guia gratuito, acredito que seu conhecimento sobre memória estará mais completo e poderá até se sentir melhor sobre como lidar com ela!

A propósito, se você gostou da explicação sobre a memória, não deixe de compartilhar esse artigo nas suas redes, isso pode esclarecer muito as pessoas sobre como a nossa memória funciona de verdade.

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